textimagens - rosaura soligo

quarta-feira, 13 de maio de 2015

à bala!

trabalho da artista portuguesa joana vasconcelos                                                                                                                                        rosaura soligo

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

inverno na roça

rosaura soligo

Meu pai olhou pela porta de vidro, com o vento uivando lá fora, e a conversa foi assim: 
"Quando faz frio que nem hoje, lembro que nesta época do ano eu tinha muita pena das vacas lá da propriedade, todas magras e com muito frio, sem saber onde ficar."
"É mesmo, pai?!"
"É. Eu recolhia todas no curral lá pela duas da tarde e elas achavam era muito bom!"
"Imagino que sim mesmo..."
"E sabe o que é engraçado? Cada vaca tem seu próprio lugar no curral: cada uma escolhe e é dela! Tinha a Fortuna, por exemplo, que ficava no canto aqui de baixo. Tinha a Brasinha, que ficava no outro lá de cima. E a Barrosa no outro. Coisa gozada isso..."
(minha mãe:) "E nenhuma queria o lugar da outra?".
"Claro que não. Pois se cada uma tinha o seu... E também tinha uma coisa: na hora de mamar, era só chamar o nome da vaca que o bezerro vinha – não só a vaca sabia que aquele era o seu nome, mas também o bezerro sabia que era o nome da sua mãe".
"Bonito isso, pai, bem bonito..." (rosaura soligo)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Não era!

Postado sexta-feira, 18 de março de 2011


imagens de Leonardo Soares

Aberto ao público novamente em 20 de julho!
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=717949134908767&set=a.150583244978695.23592.145632722140414&type=1&theater 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

outras possibilidades


Agradecemos a todos pelas trinta e sete mil e tantas visitas nestes quase quatro anos.
É o olhar de vocês que aquece o desejo de seguir criando outras possibilidades de olhar.

[imagens de Leonardo Soares]
   








                 http://www.youtube.com/watch?v=YOFyJ82zrX0   

domingo, 22 de junho de 2014

medianeras

rosaura soligo








eram vizinhos
preguiçavam na praça
rezavam na capela
caroçavam na feira
e até olhavam 
na mesma direção.
jamais se viram
em tempo algum. 

domingo, 20 de abril de 2014

docelar

rosaura soligo









sou 
construtor menor.
os raminhos 
com que arrumo
as escoras 
do meu ninho
são mais firmes 
do que as paredes 
dos grandes prédios 
do mundo. 
manoel de barros

domingo, 6 de abril de 2014

vidas por pouco cruzadas

rosaura soligo






uma bêbada 
em gritos,
três vendedoras
no soslaio
e um marido,
em rodas e bifes
de domingo,
se fingindo 
de morto.
a vida
como ela é.